segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Recomendações para Ejaculação precoce

Considera-se precoce a ejaculação que ocorre logo após a penetração ou até mesmo antes, sem que o homem tenha controle desse esse evento.
Para caracterizar o distúrbio, é preciso que o episódio se repita com frequência e o homem não consiga satisfazer a parceira em pelo menos 50% das relações. Em certos casos, o descompasso é provocado pelo fato de a mulher necessitar de mais tempo para atingir o orgasmo. Muitas vezes, nem o próprio paciente sabe dizer quanto tempo leva para ejacular, mas as pesquisas indicam que o homem sem problemas leva, em média, de dois a quatro minutos.
A principal causa da ejaculação precoce é a ansiedade.


Diagnóstico
O diagnóstico é clínico e depende do levantamento criterioso da história do paciente. na maioria dos casos, a principal queixa é a dificuldade de satisfazer a companheira.


Tratamento
O tratamento inclui psicoterapia e/ou o uso de antidepressivos (inibidores seletivos de recaptação da serotonina), que aumentam a quantidade de serotonina no cérebro. O que se espera é que ele seja eficaz para baixar o nível de ansiedade e aprender a controlar a resposta ejaculatória.


Recomendações
* Não se acanhe se tiver ejaculação precoce e procure a ajuda de um medico para resolver o problema. A terapia sexual costuma dar bons resultados;
* Esteja aberto para o tratamento psicoterápico. Além de ajudar a resolver a causa do problema, ele envolve a participação da companheira, o que repercute na melhora do relacionamento;
* Saiba que o orgasmo simultâneo é raro. O que importa, realmente, é que os parceiros se satisfaçam com a relação sexual, cada um a sua maneira e no seu tempo;
* Considere a conveniência do uso prolongado dos antidepressivos, pois o problema costuma voltar, quando o tratamento é suspenso

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Dor de cabeça, ou cefaleia Saiba se previnir‏

Dor de cabeça, ou cefaleia, é uma condição frequente, de intensidade variável e características distintas. Ela pode ser classificada, segundo suas causas determinantes, em cefaleias primárias e cefaleias secundárias. Ao primeiro grupo pertencem as dores de cabeça que indicam, ao mesmo tempo, a enfermidade e o sintoma. Ao segundo, aquelas que estão correlacionadas com outras doenças. Por exemplo: infecções bacterianas e virais (sinusite, meningite, encefalite, gripes e resfriados, entre outras) fibromialgia, aneurismas, tumores cerebrais, avc, hipóxia cerebral, lesões cranianas, distúrbios oftalmológicos e do ouvido, etc. Há casos, porém, em que não é possível definir a causa da dor de cabeça.
Dores de cabeça podem ocorrer em pessoas de todas as idades, desde o nascimento até a velhice. Essa queixa também comum na infância pode estar relacionada com um distúrbio físico, emocional ou psicológico, ou ainda ser efeito colateral de algum medicamento.


Tipos e sintomas
Existem inúmeros tipos de cefaleias primárias. Os mais frequentes são a cefaleia tensional, a cefaleia em salvas e a enxaqueca.

Tratamento
Nos casos de cefaleias secundárias, o tratamento se voltará para o controle das enfermidades de base. Quanto às cefaleias primárias, ele varia de acordo com o tipo da doença. Crises esporádicas de cefaleia tensional costumam responder bem ao uso de analgésicos comuns. Nos quadros crônicos, medicamentos antidepressivos têm-se mostrado eficazes. Mudanças no estilo de vida que ajudem a controlar a tensão e o estresse, assim como a prática de exercícios físicos e de relaxamento são medidas importantes tanto para a prevenção quanto para o alívio da dor.
O tratamento das cefaleias em salvas tem basicamente dois objetivos: prevenir novas crises e cortar a dor tão logo tenha se manifestado. Na verdade, esse tipo de cefaleia só responde a medicamentos que agem diretamente sobre os receptores da serotonina. O efeito é bastante rápido se forem injetados por via subcutânea no início da crise. A inalação de oxigênio é outro recurso terapêutico útil para controle da dor. Quanto ao tratamento preventivo, existem vários medicamentos que apresentam bons resultados, mas só devem ser utilizados com indicação médica.
Muitas vezes, os episódios de enxaqueca podem ser controlados com analgésicos comuns. Quando isso não acontece, existe uma classe de drogas chamada triptanos, que apresenta bons resultados no controle da dor e baixa incidência de efeitos colaterais. A resposta ao tratamento é mais eficaz, quando iniciado logo que surgem os primeiros sintomas.

Recomendações* Esteja atento: deve ser encaminhada para assistência médica imediata a pessoa com dor de cabeça forte, que surge de repente, ou persiste por dias, não cede com o uso de analgésicos comuns e está associada a sintomas como confusão mental, sonolência, febre alta, desmaios, convulsões, rigidez da nuca ou alterações motoras

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Previna a Angina‏

A angina (angina pectoris) é causada pelo estreitamento das artérias que conduzem sangue ao coração. A limitação da irrigação sanguínea provoca uma deficiência no suprimento de nutrientes e de oxigênio nesse órgão. A dor é sinal de que o coração está recebendo menos sangue do que precisa.


SintomasDor intermitente ou grande desconforto e pressão no peito. Em geral, a dor torna-se mais intensa durante a atividade física e decresce durante o repouso. Alguns tipos de angina, entretanto, podem causar dor mesmo quando a pessoa está em repouso ou dormindo. É uma dor que pode irradiar-se pela mandíbula e pelos ombros ou braços (mais comumente pelo lado esquerdo do corpo).
A dor da angina pode ser agravada pelo estresse emocional, estômago cheio e exposição a baixas temperaturas.

Recomendações
Certos cuidados são de importância fundamental para a prevenção e controle da angina. Portanto, fique atento:
* Fumar desencadeia crises de angina. Se você fuma, faça o possível para deixar o cigarro. O fumo sobrecarrega o coração obrigando-o a trabalhar com mais vigor;
* Se estiver acima do peso, procure reduzi-lo. Não recorra a dietas milagrosas ou drásticas demais e de efeito duvidoso. Perca peso gradativamente, optando por uma alimentação de baixo conteúdo calórico, pouco colesterol e muita fibra;
* Exercite-se regularmente. Discuta com seu médico a prática de exercícios condizentes com seu preparo físico. Todas as pessoas podem pelo menos caminhar ou nadar;
* Administre sua carga de estresse. Incorpore à sua rotina atividades que ajudem a reduzir os níveis de estresse, como exercícios, ioga, meditação, jardinagem, alguns hobbies, conversa com amigos, trabalho voluntário;
* Controle a pressão arterial. Adote uma dieta de pouco sal. Aumente a ingestão de potássio e cálcio (bananas e batatas são ricas em potássio). Laticínios de baixo teor de gordura, como iogurte e leite desnatado, são ricos em cálcio;
* Modere a ingestão de álcool. Nunca tome mais do que duas doses por dia. Uma dose de bebida destilada equivale a um copo de vinho ou a uma latinha de cerveja;
* Faça refeições menores e mais frequentes. Condicione sua alimentação diária a quatro ou cinco refeições leves em vez de três substanciais;
* Descanse por trinta ou quarenta minutos após as refeições;
* Evite temperaturas extremamente baixas ou muito elevadas;

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Hemorroidas

Hemorroidas são veias ao redor do ânus ou do reto que se inflamam ou dilatam.
Durante o movimento intestinal, essas veias dilatam-se e retraem-se, geralmente voltando ao tamanho normal. No entanto, o esforço repetido para evacuar, seja por intestino preso (obstipação) ou fezes endurecidas, pode dificultar o processo de drenagem do sangue e provocar a formação de hemorroidas.
As hemorroidas podem ser externas ou internas. Quando externas, assemelham-se às varizes ou a pelotas de sangue e são visíveis na borda do ânus. Quando internas, localizam-se acima do esfíncter anal e causam sintomas mais agudos.


Causas
* Obstipação, vulgarmente conhecida como prisão de ventre;
*Gravidez: em virtude da pressão que o feto exerce sobre as veias da parte inferior do abdome;
* Obesidade: o excesso de peso também aumenta a pressão nas veias abdominais;
* Vida sedentária: diminui o estímulo para a digestão dos alimentos e a irrigação sanguínea do ânus;
* Componente genético: casos de hemorróidas na família podem indicar predisposição para desenvolver a doença. O inverso também é possível, isto é, desenvolvimento de hemorróidas sem que haja precedentes familiares;
* Dieta pobre em fibras e pequena ingestão de líquidos;
* Sexo anal: pode produzir fissuras numa região muito vascularizada.

Sintomas
* Coceira provocada por inchaço das veias o que aumenta a tensão sobre as terminações nervosas;
* Sangramento resultante do rompimento das veias anais (sinais de sangue aguado ou manchas de sangue perceptíveis na roupa íntima ou no papel higiênico);
* Dor ou ardor durante ou após a evacuação;
* Saliência palpável no ânus.


Tratamento
O tratamento para as hemorróidas pode ser:
a) Tópico ou local, com pomadas e supositórios;
b) Cirúrgico (hemorroidectomia), isto é, retirada das veias doentes. Por vezes, apenas a punção do coágulo que entope o vaso hemorroidário pode resolver o problema sem cirurgia;
c) Ligadura elástica: técnica que consiste no estrangulamento da veia afetada.

Recomendações
* Evite o papel higiênico que irrita e aumenta a inflamação. Lave a região anal e seque com toalha de algodão;
* Procure adotar uma dieta saudável à base de alimentos ricos em fibras e frutas frescas;
* Beba muito líquido, porém evite as bebidas alcoólicas;
* Respeite a necessidade de evacuar;
* Lembre-se: banheiro não é biblioteca. Permaneça sentado no vaso sanitário somente o tempo necessário para evacuar. Se não conseguir naquele momento, tente mais tarde. Procure relaxar. Muito esforço afetará as veias que podem já estar enfraquecidas;
* Evite permanecer muito tempo na mesma posição. Caminhe sempre que possível, inclusive no local de trabalho;
* Tome banhos de assento mornos: podem aliviar os sintomas;
* Faça compressas de gelo: ajudam a aliviar os sintomas e a eliminar o inchaço.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Retenção de líquidos

Retenção de líquidos é o nome popular que descreve o inchaço no corpo ou em parte dele.
É razoavelmente comum as pessoas sentirem que estão “retendo líquidos”. As pernas inchadas no final do dia, com marcas de pressão das meias ou dos sapatos, são um exemplo de edema – termo médico que se refere ao inchaço.
O edema é o resultado extravasamento de um líquido (pobre em proteínas do sangue) que sai dos vasos sanguíneos e vai para o tecido subcutâneo. Esse líquido confere o aspecto inchado e brilhante da pele, muitas vezes compressível por acessórios do vestuário ou mesmo com a pressão dos nossos dedos sobre a pele, deixando uma marca, um sulco, transitoriamente.
Causas
Existem mecanismos muito sofisticados para manter o equilíbrio dos líquidos no corpo. Pouco mais de dois terços dele é composto por água. Entretanto, todos os fluidos corporais, inclusive o sangue, são compartimentalizados de acordo com sua função.
Desequilíbrios nesses mecanismos, tais como variações de pressão sanguínea regional, quantidade de proteínas no sangue, quantidade de sais disponíveis no corpo, ação da força da gravidade, sedentarismo, entre outros fatores, podem favorecer o aparecimento do edema.
Outras causas possíveis são:
1) problemas renais, cardíacos ou hepáticos;
2) doenças da tireoide que provocam um tipo específico de edema;
3) remédios, como alguns anti-hipertensivos, que podem alterar a permeabilidade dos vasos sanguíneos;
4) reações inflamatórias, como as que ocorrem em reações alérgicas, que alteram a capacidade dos vasos de manter-se competentes contra o extravasamento líquido.
Na maioria das vezes, porém, os pequenos inchaços têm causa local, como a circulação regional insuficiente.
Sintomas
As pessoas costumam notar os sinais do edema em regiões mais suscetíveis ao acúmulo de líquidos. Isso ocorre nas pernas, nas costas de pessoas que ficam deitadas por muito tempo ou em regiões mais propensas à ação da força da gravidade.
Diagnóstico e Tratamento
O diagnóstico baseia-se na avaliação médica do quadro clínico. Pode ser necessário também pedir alguns exames de sangue que dosam a quantidade de sais e proteínas, assim como uma avaliação cardíaca, hepática, renal, imunológica e tireoidiana. Às vezes, se faz necessário também realizar exames para avaliar as veias e artérias próximas ao local mais afetado pelo inchaço.
Para cada tipo de inchaço deve haver uma causa, que requer um tratamento específico.
Recomendações
Procure um médico:
* Se seus pés incharem muito a ponto de os sapatos e meias ficarem apertados ao longo ou no final do dia;
* Se amanhecer com as pálpebras ou o rosto inchado;
* Se houver inchaço assimétrico, mesmo que leve (só uma perna, ou só um braço, por exemplo), pois pode ser um sinal de trombose;
* Se aparecer inchaço no corpo, depois de começar a usar um remédio novo. Ele pode ser efeito colateral ou reação alérgica provocados pelo medicamento.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Diabetes

Diabetes Mellitus é uma doença do metabolismo da glicose causada pela falta ou má absorção de insulina, hormônio produzido pelo pâncreas e cuja função é quebrar as moléculas de glicose para transformá-las em energia a fim de que seja aproveitada por todas as células. A ausência total ou parcial desse hormônio interfere não só na queima do açúcar como na sua transformação em outras substâncias (proteínas, músculos e gordura).
Na verdade, não se trata de uma doença única, mas de um conjunto de doenças com uma característica em comum: aumento da concentração de glicose no sangue provocado por duas diferentes situações:
a) Diabetes tipo I – o pâncreas produz pouca ou nenhuma insulina. A instalação da doença ocorre mais na infância e adolescência e é insulinodependente, isto é, exige a aplicação de injeções diárias de insulina;
b) Diabetes tipo II – as células são resistentes à ação da insulina. A incidência da doença que pode não ser insulinodependente, em geral, acomete as pessoas depois dos 40 anos de idade;
c) Diabetes gestacional – ocorre durante a gravidez e, na maior parte dos casos, é provocado pelo aumento excessivo de peso da mãe;
d) Diabetes associados a outras patologias como as pancreatites alcoólicas, uso de certos medicamentos,etc.

Recomendações
* A dieta alimentar deve ser observada criteriosamente. Procure ajuda para elaborar o cardápio adequado para seu caso. Não é necessário que você se prive por toda a vida dos alimentos de que mais gosta. Uma vez ou outra, você poderá saboreá-los desde que o faça com parcimônia;
* Um programa regular de exercícios físicos irá ajudá-lo a controlar o nível de açúcar no sangue. Coloque-os como prioridade em sua rotina de vida;
* O fumo provoca estreitamento das artérias e veias. Como o diabetes compromete a circulação nos pequenos vasos sangüíneos (retina e rins) e nos grandes vasos (coração e cérebro), fumar pode acelerar o processo e o aparecimento de complicações;
* O controle da pressão arterial e dos níveis de colesterol e triglicérides deve ser feito com regularidade

Podemos escolher o que semear, mas somos obrigados a colher aquilo o que plantamos.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Câncer de pâncreas‏

O pâncreas é uma glândula localizada na região superior do abdômen, atrás do estômago que faz parte do sistema digestivo. Ele é composto por três partes – cabeça, corpo e cauda – e possui duas funções distintas: a função endócrina, responsável pela produção de insulina (hormônio que controla o nível de glicemia no sangue) e a função exócrina, responsável pela produção de enzimas envolvidas na digestão e absorção dos alimentos.
Sintomas
O câncer de pâncreas é uma doença que demora a apresentar sintomas, o que retarda e dificulta o diagnóstico. Quando eles aparecem, os mais comuns são: dor abdominal de leve ou forte intensidade que se irradia para as costas, icterícia, perda de apetite e de peso, cansaço, anemia, diabetes tipo 2.

Diagnóstico
O diagnóstico leva em conta os sinas e sintomas e o resultado de exames de laboratório (especialmente a dosagem de uma proteína no sangue) e de imagem, tais como ultrassonografia, tomografia computadorizada, ressonância magnética e a colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPER). Em alguns casos, é preciso realizar uma biópsia para fechar o diagnóstico.

Prevenção
Não fumar e evitar o excesso de álcool são medidas importantes para a prevenção do câncer de pâncreas. Pessoas portadoras de outros fatores de risco, como pancreatite crônica, diabetes, histórico familiar ou submetidas a certas cirurgias de estômago, duodeno e vesícula devem manter um acompanhamento médico regular.

Tratamento
O tratamento do câncer de pâncreas pressupõe, sempre que possível, uma cirurgia para a retirada completa do tumor. Quando já existem focos de metástases prejudicando o funcionamento de outros órgãos, ela pode ser realizada para reduzir os sintomas adversos causados pela doença. Outro recurso paliativo é a colocação de endopróteses.

Recomendações

* Dor em faixa na parte superior do abdômen, que se irradia para as costas requer atendimento médico para ser avaliada;
* Adote hábitos saudáveis de vida. Especialmente, não fume e evite excessos com o álcool, os dois fatores de risco mais importantes para o aparecimento do câncer de pancreas.

A paz que procuramos muitas vezes está no silêncio que não fazemos